Unidades de saúde administradas pela Fabamed fortalecem capacitação para atendimento mais humanizado a pessoas com TEA
- NetDom Tecnologia e Sistema da Informação
- há 15 horas
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A construção de uma assistência mais inclusiva e preparada para atender pacientes neurodivergentes tem ganhado cada vez mais espaço dentro da saúde pública. Com esse objetivo, hospitais e UPAS geridos pela Fabamed vêm investindo na capacitação de equipes multiprofissionais para o acolhimento adequado de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
No mês de maio, diferentes unidades passaram por formações que abordaram temas relacionados à comunicação acessível, ao manejo de crises, ao acolhimento humanizado, às adaptações sensoriais no ambiente hospitalar, à identificação de sinais de desregulação emocional e estratégias de abordagem respeitosa durante o atendimento.
De acordo com diretora executiva da Fabamed, Cláudia Carvalho, a preparação das equipes é fundamental para garantir mais segurança, respeito e dignidade durante a assistência hospitalar. “O ambiente hospitalar, por si só, já pode gerar ansiedade e sobrecarga sensorial. Quando os profissionais compreendem as particularidades relacionadas ao TEA, conseguem acolher melhor o paciente e sua família, reduzindo sofrimento e favorecendo um cuidado mais eficiente”, ressalta.
Os treinamentos foram ministrados por Roberta Cardoso Sousa, que é neuropsicopedagoga, especialista em TEA e deficiência intelectual, especialista em intervenção precoce e modelo centrado na família e
especialista em desenvolvimento infantil. Nas abordagens, ela envolveu profissionais de diferentes áreas da assistência, incluindo equipes médicas, enfermagem, recepção, técnicos, serviço social, psicologia, segurança, maqueiros e setores administrativos, no tão importante tema.
A proposta é que o cuidado inclusivo esteja presente desde a chegada do paciente à unidade hospitalar.
“Cada profissional faz parte da experiência desse paciente dentro do hospital. Pequenas adaptações podem transformar completamente a forma como essa pessoa vivencia o atendimento”, reforça a especialista.
Entre as mudanças consideradas importantes estão a redução de estímulos sensoriais, uso de linguagem mais clara e objetiva, flexibilização de ambientes de espera, respeito ao tempo do paciente e permissão para utilização de objetos de regulação emocional.
A iniciativa também reforça o compromisso das unidades hospitalares com uma assistência cada vez mais humanizada, acessível e centrada nas necessidades individuais de cada paciente. Isso acontece porque, para a Fabamed, investir em inclusão não deve ser tratado como diferencial, mas como parte da rotina dos serviços de saúde. “O número de pessoas diagnosticadas com TEA vem crescendo e os serviços precisam estar preparados para acolher essas pessoas com respeito, segurança e sensibilidade”, pontua Roberta.
Durante as capacitações, um dos aspectos que mais chamou atenção foi o envolvimento das equipes hospitalares. Muitos profissionais compartilharam experiências pessoais relacionadas ao autismo, tornando os encontros ainda mais marcados pela empatia e troca de vivências. “O interesse genuíno das equipes mostrou o quanto esse tema toca as pessoas de forma profissional e também humana. Isso fortalece a construção de uma assistência mais acolhedora para pacientes e familiares”, afirma a especialista.
A expectativa é que o conhecimento adquirido durante os treinamentos contribua diretamente para uma mudança cultural dentro dos ambientes hospitalares, fortalecendo práticas mais inclusivas e humanizadas no cotidiano da assistência. “Desejamos que essa sementinha plantada durante as capacitações produza frutos no dia a dia dos serviços, ajudando a transformar a experiência de pacientes e famílias dentro do ambiente hospitalar”, conclui Roberta.
UPA DE SÃO CAETANO
HOSPITAL 2 DE JULHO
16° Centro Maria Conceição Santiago Imbassay




















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